14 setembro 2019

Precisamos conversar sobre ansiedade

olá meninas e meninos tudo bem? espero que sim, eu não estou tão bem o quanto gostaria, mas pretendo melhorar a cada dia...como todos sabem tem alguns meses que estou sofrendo de ansiedade e estou na luta! Então decidi trazer esse conteúdo para vocês e compartilhar a minha luta diária... sigam-me os bons??
Não é uma coisa super fácil de falar, ainda mais quando se vive, e acredite...não é fácil viver com ansiedade. Simplesmente porque ela dói. E não é pouco. Cada pessoa reage de uma forma, disso nós sabemos muito bem, mas a cada dia que passa a ansiedade se torna uma inimiga para mim. 

como começou: Eu sempre fui uma criança ansiosa, minha boca feria horrivelmente quando tinha passeios na escolinha e até hoje tenho esse costume em relação ás provas e tudo mais, começou na infância. Meus pais nunca tiveram culpa, eu sempre tive o apoio necessário, mas com a medida que eu fui crescendo eu fui intensificando os sintomas. 

Quando e como acontecem as crises: Quem sofre de ansiedade generalizada sabe muito bem que não existe isso. Em qualquer lugar, qualquer hora, com base de motivos aparentes. Sempre fui uma pessoa que guardo as coisas somente para mim e isso é um tormento. A ansiedade sabemos bem que é o ato de pensar de mais e até mesmo insistir em viver no passado, minhas crises se intensificaram depois do meu primeiro relacionamento que no qual foi abusivo, mas antes eu já tinha dado algumas pequenas crises em lugares públicos, meu primeiro diagnóstico foi de fobia social, aos 14 anos. 

Quais foram os primeiros sintomas? Isso é algo bem relativo pois nenhuma crise é exatamente igual, meu primeiro sintoma foi algo bem simples, foi algo que pode parecer bobagem mas não é, meu primeiro sintoma foi a sensação de estar andando mais acelerada que os carros e pessoas nas ruas da cidade e isso me deixava nervosa, desencadeando pequenas crises de ansiedade que eram até o momento controláveis, sentia o coração acelerado, mãos frias e falta de ar. 

Intensificação dos sintomas: Não é fácil dizer isso, mas a cada dia que passa se torna mais difícil. Eu tenho uma grande empatia pelo que já vivi e confesso que tenho medo de pensar em fazer alguma coisa relação ao futuro, o futuro me assusta e eu acabo criando monstros na minha cabeça que foram ficando cada vez mais fortes que eu, e eles são o motivo da intensificação da minha ansiedade. 

Período pós traumático: devido meu relacionamento abusivo, eu me tornei uma pessoa dependente, desconfiada, e indecisa, os traumas ainda existem lógico que alguns já menores e até superados, mas ainda existe coisas que aconteceram que mexe com meu psicológico e que me desencadeia a ter crises. O ato de viver no passado é muito comum em quem vive de ansiedade, é uma das principais causas. 

O pânico de sentir medo: para quem passa por isso sabe que é muito intenso o medo de sentir medo ou a sensação de que algo ruim vai acontecer o tempo todo. É o dia todo pensando, articulando coisas e situações como forma de melhor saída. O medo de sentir medo vêm do ato de pensar em morrer quando a crise ataca. E é horrível. 

Os atuais sintomas e crises: No início do ano, após uma crise renal de meu pai, eu passei a ter crises intensas de ansiedade, e essas crises vinham carregadas de medo e angustias não só daquela situação retornar a acontecer como qualquer sensação que me causava medo de perder alguém ou algo. Atualmente os sintomas são:

1 Sudorese 
2 tremores 
3 pressão arterial alta.
4 taquecardia 
5 enxaqueca (atm) causada por estresse pós crise. 
6 falta de ar
7 sensação de desmaio.
8 visão turva
9 pânico e vontade de chorar.
10 mãos e pés gelados
11 sensação de bolo na garganta. 
12 dores musculares.
13 pensamento acelerado 
14 irritabilidade
15 fortes dores no peito 
16 enjoo 
17 calafrios 
18 diarreia 
19 vômito
20 calor excessivo. 

O tratamento: eu fiquei com a saúde vulnerável não só a emocional quanto a física, então no início do ano eu tive uma gripe horrorosa e que custou a curar, durante um dos dias de observação na Upa do meu bairro eu dei uma crise e a médica decidiu pedir encaminhamento psicológico, foi quando eu comecei a tratar e hoje tomo um medicamento e faço uso de chás para diminuir a ansiedade. 

O apoio da família e dos amigos é muito importante: uma das coisas que intensificou minha ansiedade foi esconder dos meus amigos, eu tinha vergonha de pedir ajuda e até porque já escutei várias críticas sobre.Os amigos são fundamentais durante o tratamento assim como a família. 

COISAS E CRÍTICAS QUE VOCÊ JAMAIS PODE FALAR/FAZER PARA UMA PESSOA QUE SOFRE DE ANSIEDADE: 

" Isso é falta de ocupação" o que leva a pessoa a ter uma crise de ansiedade é realmente o ato de pensar de mais, você não vive com essa pessoa e nem sabe da sua rotina. Respeite. 
" isso é falta de um trabalho"  existe pessoas que estão trabalhando e estão sofrendo de ansiedade por tanto ter ou não um trabalho não é motivo para sua crítica. 
" se acalme"  pedir calma, não resolve muita coisa. 
"isso é falta de Deus"  A religião é importante mas existe pessoas dentro da igreja que se senta ao seu lado chora durante cultos e missas e você não percebe, existe pessoas dentro da igreja do seu lado que sofrem de ansiedade e depressão. A religião ajuda mas não é totalmente a cura. Necessita de ajuda profissional e até mesmo medicamentosa. 

Nesses melhores casos, antes de criticar é necessário pensar se isso vai ser  realmente proveitoso para quem escutar. 

Resolvi abrir meu coração hoje e contar como é viver com TAG e o que eu passo todos os dias, não esconda seus sentimentos, se você tem um amigo que passa por isso dê apoio e indique tratamento psicológico. 

para um contato maior comigo é só seguir no insta que é @thayblog. 

mil beijinhos :* 
 

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