21 novembro 2019

Eu não estou bem ...


Eu não estou bem...
 eu não estou bem porque eu estou desistindo de mim por causa dos outros. Eu não deveria desistir tão fácil de mim mas... é a única maneira que encontro de aliviar a dor.
Esssa dor que aprendi a sentir e estou tentando conviver com ela. Onde foi que eu me perdi.
 Peço desculpas a deus todas as noites por estar sentindo de mais e por ser um filho fraco. Que foge das lutas, que não acredita no amor dele por mim e que não tem nada além da vida pra perder.
Nem é tão bom viver quando se tem batalhas para viver sozinho e se esse é o meu destino eu peço desculpas mas já deu pra mim. Eu não suporto mais sentir tudo e ao mesmo tempo não ter paz para nada. Agradecer pela vida se ela não colabora com minha existência seria como agradecer por todas as vezes que me machucaram e mentir que aprendi com isso. Sendo que a única coisa que aprendi foi suportar e não superar. Eu não sou digno de superação de nada. Eu não sou digno de nada. Nem da minha própria existência.
Peço perdão para deus todos os dias por ser um filho fraco que foge das batalhas mas eu sinto que está na hora de eu ir para um lugar que talvez seja melhor que aqui...

18 novembro 2019

Então...

Porque não sonhar tão alto? Eu posso tocar o céu se eu realmente acreditar. Assim como eu fui capaz de amar acreditando...pode ser que um dia eu volte a acreditar no amor! Ou pode ser que demore algum tempo,ou pode também não ser nada.
O buraco que me jogaram eu já cai diversas vezes e nunca foi bom cair. Se amar é sonhar eu sonhei a vida inteira e não vi nada sair do lugar. Os bares sao sempre os mesmos, as músicas são sempre as mesmas, e até as pessoas não fizeram questão nenhuma de mudar.
Continuaram como eu, sozinha , com canecas de chá, imaginando amores e colecionando dores. Algumas até difíceis de superar, mas nada é eterno né? Nem os sonhos....pensando bem, não é lá grandes coisas sonhar com o amor. Porque ele machuca. De certo, quem machuca são as pessoas eu sei, e eu sei de todas que me machucaram um dia e que inclusive estão bem melhor sem mim.

Se sonhar machuca, então porque dizer que sonhar com o amor cura? O amor não cura nada. É apenas uma ferida que sangra quando a gente decide confiar em alguém. Trás dor, sofrimento, desespero e pavor. Então porque sonhar tão alto acreditando no amor que julgamos merecer? 



17 novembro 2019

Angústia


O que é isso no meu peito? Que aperta, me tira o ar, me faz tremer, sentir frio ao ponto de imaginar a morte? É um aperto sem fim que tomou conta dos meus dias.
Não consigo respirar e me perco imaginando tudo que passou. Me pego lembrando de tudo que já me fez mal um dia e eu sinto cada vez o ar acabar, como se eu não respirasse. Eu preciso respirar para não morrer, eu preciso falar tudo o que eu sinto, eu preciso escrever o que ainda não foi dito. Eu quero viver.

Cada vez mais se aperta o peito, o choro vem mas custa a passar. Cada crise se torna única de uma forma de morrer diferente. É preciso mesmo conviver com ela? O ar vai voltando, sufocante, sinto relaxar mas...sera que eu morri? Vivo sempre o mesmo pesadelo. Eu lembro de coisas e já começo a sentir as mil formas de morrer.

Me imagino em um poço agora, deve ser horrível se afogar, mas pensando bem é quase o mesmo todos os dias, me afogo nas lágrimas que custam a cair, e que quando caem eu resisto. Todos os dias é como pular em um poço fundo, onde a dor se torna cada vez mais profunda e mais uma vez eu enxergo a morte chegar. Ela chega trazendo o frio, o coração acelerado, a vontade de gritar e o desespero. Mas ela nunca me leva...

Apenas ensaia minha ida. Como se não bastasse já morrer todos os dias e sentir todas as coisas que ela proporciona. Todo o sufocamento, nó na garganta, medo de ir e de repente eu volto. Acordo de um pesadelo que acontece diariamente.  Essa seria mesmo a pior forma de morrer.

Morrer aos poucos sentindo todos a sua volta não se importar, e tudo bem alguns até importam mas não estão acostumados a morrer todos os dias eles só sabem viver. A morte anda do lado da vida e eu morro todos os dias. Se andam juntas eu queria não morar perto delas e sim morar dentro de uma janela grande, onde a brisa é capaz de dominar meus sentidos e eu por fim, saber respirar de novo. Sem desespero, sem aperto e sem dor. Tudo passa, e a angústia também passa com todas as suas mil formas de morrer.

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