10 março 2020

O amor que habitava em mim...


Sim, eu senti o aperto de te perder e a falta de ar de me perder na sua partida. Eu senti o frio da sua ausência e o senti o peso de culpa por tudo o que se passou. Mas sabe eu não sou culpada se você não sabe o valor do amor e não sabe valorizar alguém. Eu li uma vez que a gente acredita no amor que merecemos receber e eu vejo hoje que eu não mereço o seu amor. Tão pequeno, tão vazio, tão perto do nada, que é capaz de fazer qualquer um se sentir em um abismo.

E eu já me senti no seu abismo antes. Escuro feito suas palavras de partida e frio como suas ações. Senti medo de me perder e nunca mais me achar no labirinto que você me deixou. Correndo entre linhas tortas para escrever a coisa certa. A paz que hoje habita em mim já foi caos. Já foi dor, já foi saudade e tudo que um dia me machucou se resume em você. A dor mais bonita e mais profunda. A dor que eu senti por você. Foi imensa. Apertada e dolorida. Foi chuva forte que abalou minhas estruturas. Essas que venho tentado restaurar nas pinturas, nas músicas e nas poesias que te escrevo.

Na esperança que um dia você veja o quanto o seu amor é dolorido. Foi dor no princípio meio e no fim. Mas agora eu estou no caminho. Talvez eu não te leve mais nas lembranças muito menos nas pinturas. Mas saiba que em mim a memória só morrerá quando eu morrer. E o seu amor me matou. Mas guardo o que restou porque eu não sei viver sem te escrever. Sem poder te sentir nas palavras que faço você se habitar em mim....


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